Três policiais rodoviários federais do Paraná são presos em operação contra esquema de corrupção em sete estados
Operação desarticula esquema de organização criminosa transnacional no Paraná Nesta terça-feira (9), uma organização criminosa transnacional foi alvo de...
Operação desarticula esquema de organização criminosa transnacional no Paraná Nesta terça-feira (9), uma organização criminosa transnacional foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no Paraná e em outros seis estados. São investigados crimes de contrabando de cigarros, importação ilegal de agrotóxicos, falsificação de documentos e placas de veículos, lavagem de dinheiro e corrupção de servidores públicos. A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, apurou que três policiais rodoviários federais do estado foram presos durante a operação. O nome deles não foi divulgado, nem a forma como eles agiam no esquema criminoso. Veja o que disse a PRF abaixo. Até a última atualização dessa reportagem, prisões em outros estados não tinham sido confirmadas. ✅Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp De acordo com a PF, este grupo criminoso possui uma "estrutura altamente organizada", que usa empresas de fachada e outros mecanismos de ocultação patrimonial. Também foi solicitada cooperação jurídica internacional para identificar suspeitos em outros países. O balanço final de apreensões e as identidades dos alvos não foram divulgados até a última atualização desta reportagem. O objetivo das ordens judiciais expedidas é interromper esse fluxo financeiro, tirar o capital dos investigados e preservar bens que podem ser usados futuramente para ressarcir o Estado. No Paraná, as medidas judiciais foram cumpridas em Guaíra, Mandirituba, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Cascavel, Ubiratã, Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama. Há também alvos em Praia Grande (SP), Canelinha (SC), Imaruí (SC), Não-Me-Toque (RS), Nova Andradina (MS), Maracaju (MS), Mundo Novo (MS), Eldorado (MS), Jandaia (GO) e Belém (PA). Veja quais são as medidas: 44 mandados de prisão preventiva; 14 mandados de prisão temporária; 62 mandados de busca e apreensão; 45 mandados de sequestro e bloqueio de contas bancárias; 5 ordens judiciais de cancelamento de CPFs (o documento é considerado inválido, e isso impede abertura de novas contas, por exemplo); 7 ordens judiciais de cancelamento de CNPJs. Além disso, há 67 ordens judiciais para instauração de procedimentos administrativos fiscais em empresas de 12 estados: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas e Pernambuco. São mais de 160 ordens judiciais em sete estados brasileiros. Polícia Federal Sobre as prisões dos policiais rodoviários no Paraná, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que atua no controle interno, na prevenção e no enfrentamento a desvios de conduta. Leia a nota na íntegra: "A Polícia Rodoviária Federal (PRF) participou, na manhã desta terça-feira, 9 de junho de 2026, da ação conduzida pela Polícia Federal, no âmbito das Operações Sicarius I e Sicarius II. O trabalho foi subsidiado por apuração prévia da Corregedoria-Geral da PRF, que, no exercício de suas atribuições correcionais, identificou elementos relacionados a possíveis desvios de conduta de três servidores e os encaminhou às autoridades competentes. A PRF ressalta que atua de forma permanente no controle interno, na prevenção e no enfrentamento a desvios de conduta, em estrita observância às suas competências legais e em cooperação com os órgãos responsáveis pela persecução penal." Leia também: Moradores são retirados de casa: Empresa de produtos agrícolas pega fogo na Grande Curitiba Governo Federal se manifesta: Turista que pulou nas Cataratas do Iguaçu para pegar celular pode ser multado e proibido de voltar ao parque Veja detalhes: Polícia reabre investigação de 2022 após grupo de oração do PR reconhecer mulher presa ao se passar por criança em SC Movimentação de R$ 375 milhões A Receita Federal, que participa da operação, informou que o grupo criminoso investigado usa a cidade de Guaíra, no oeste do Paraná e fronteira entre Brasil e Paraguai, para contrabando de cigarros e agrotóxicos. A partir de apreensões e prisões em flagrante, foi apurado que um doleiro - pessoa que compra e vende moedas estrangeiras de forma ilegal - movimentou mais de R$ 375 milhões entre 2019 e 2024, no esquema. "Segundo as investigações, investigado controlava contas em nome de pessoas interpostas e de empresas de fachada. Concluiu-se que o doleiro seria figura central nas operações de lavagem de dinheiro da organização criminosa, tendo movimentado apenas em suas contas bancárias pessoais o total bruto de mais de R$ 114 milhões de reais no período", diz a nota da Receita Federal. A Receita Federal divulgou que o dinheiro obtido por meio dos cigarros contrabandeados do Paraguai ficava oculto em bens adquiridos e empresas de fachada. Vídeos mais assistidos do g1 Paraná: Leia mais notícias da região em g1 Norte e Noroeste.