'Vi meu marido morrer e voltar', diz esposa de paciente que passou mal durante transfusão de sangue durante hospital do Paraná
Paciente vai para UTI após reação durante transfusão em Londrina Vanderleia Machado acompanhava o marido, Roberto Carlos Machado, de 60 anos, quando ele pas...
Paciente vai para UTI após reação durante transfusão em Londrina Vanderleia Machado acompanhava o marido, Roberto Carlos Machado, de 60 anos, quando ele passou mal durante uma transfusão de sangue em um hospital de Londrina, no Norte do Paraná. A família suspeita que a equipe médica aplicou uma tipagem sanguínea incompatível em Roberto. Os funcionários aplicaram bolsas do tipo A, mas o homem tem tipo sanguíneo O. Pacientes desse grupo só podem receber sangue do tipo O. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp "Na hora em que colocou o sangue no braço dele, ele começou a passar mal. Eu vi o meu marido morrer e voltar. Foi aquele desespero. Deram o sangue errado", afirma Vanderleia Machado. O aposentado está internado na Santa Casa de Londrina desde a última segunda-feira (19). Ele precisou de uma transfusão de sangue por conta de uma anemia. Uma foto feita pelos familiares do paciente mostra que a bolsa utilizada na transfusão estava identificada como sangue do tipo A. Roberto está internado na Santa Casa de Londrina desde segunda-feira Reprodução/RPC De acordo com o hospital Santa Casa, após a reação, o homem foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebe acompanhamento especializado, por precaução. Segundo o hospital, Roberto está estável e apresenta boa evolução clínica. Sobre a transfusão, o hospital afirmou que identificou rapidamente a reação adversa do paciente e adotou medidas necessárias. Ao g1, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) disse que está acompanhando o caso e que irá instaurar sindicância para apuração da conduta dos profissionais. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), a ocorrência trata-se de uma situação "isolada e atípica, que não corresponde aos padrões de qualidade e segurança dos atendimentos transfusionais realizados no Estado". A Sesa esclarece que o fornecimento, o acondicionamento e o controle dos hemocomponentes utilizados pela unidade não estão vinculados à rede Hemepar. Confira nota completa abaixo. O g1 entrou em contato com a Secretaria Estadual da Saúde, que gere contrato com o hospital filantrópico. Não houve retorno da instituição até a última atualização desta reportagem. Esposa levou tapa em pedido de socorro A esposa do paciente afirmou que, no momento em que pedia socorro pelo marido, recebeu um tapa no braço de um funcionário do hospital. À RPC, afiliada da TV Globo, a Santa Casa de Londrina informou que acolheu os familiares de Roberto e apura a situação para tomar as providências cabíveis. Leia também: Raio na cabeça: Paranaense atingido por raio na cabeça durante trilha no Equador foi levado a cavalo até ambulância Veja cidades em alerta: formação de ciclone e 'cavado' no Paraná aumentam risco de temporais. 'Onde foram parar essas imagens?': Mãe de estudante de colégio cívico-militar diz que filha se trocou em banheiro onde câmera foi encontrada Paciente precisou de transfusão por conta de uma anemia Reprodução/RPC O que diz a Sesa "A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) esclarece que se trata de uma ocorrência isolada e atípica, que não corresponde aos padrões de qualidade e segurança dos atendimentos transfusionais realizados no Estado. A Santa Casa de Londrina é um hospital filantrópico que mantém contratos com o próprio município, o qual possui gestão plena do sistema de saúde. O fornecimento, o acondicionamento e o controle dos hemocomponentes utilizados pela unidade não estão vinculados à rede Hemepar. A Sesa acompanha o caso e a evolução do quadro clínico do paciente e avaliará o atendimento prestado, em conjunto com a Regional de Saúde". VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.